O Seio da Vida

No início era o ritmo.
Como num sonho
Que não se lembra o início,
Num instante eu existi.

Eu estava vivo
E vivia dentro da própria Vida.
Mergulhado nela.
E com ela eu era pleno.
Sereno. Pequeno. Ameno.

E tudo era ritmo.
Íntimo. Místico. Cíclico.
Sem fim.

Mas o fim veio.
A morte daquela vida amena.
Serena. Pequena.
Foi quando eu nasci.

Saí de dentro da Vida
Para tomar a minha própria.
E tomei como um gole ardente o ar.
Não mar. Amar.

E a Vida me envolveu de um jeito diferente.
Um braço. Abraço. Cansaço.
Um seio. Receio. Recreio.

Me agarrei ao seio da Vida
Para continuar a viver.
E dormi.

Como num sonho
Que a gente não sabe o final.
Mas espera que seja um despertar gentil.
Sutil. Infantil.

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Um pensamento sobre “O Seio da Vida

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